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Guia

Dobras cutâneas: onde e como medir cada ponto

Os pontos anatômicos das dobras usadas nos protocolos de Pollock, Guedes, Petroski e Durnin-Womersley, a técnica do pinçamento e os erros que mais mudam o resultado.

Ilustração de uma silhueta humana com os pontos de medida das dobras cutâneas marcados e um adipômetro ao lado
Ilustração de uma silhueta humana com os pontos de medida das dobras cutâneas marcados e um adipômetro ao lado

As dobras cutâneas são o método mais usado nas academias para estimar o percentual de gordura. O adipômetro é barato e o cálculo é simples, mas o resultado depende quase todo da técnica: um ponto marcado 2 cm fora do lugar já muda a medida. Este guia mostra onde fica cada dobra, como pinçar e quais dobras cada protocolo usa.

A técnica do pinçamento

  1. Meça sempre do lado direito, com o aluno em pé e relaxado.
  2. Marque o ponto com lápis dermográfico antes de medir. Medir "de olho" é a maior fonte de erro.
  3. Pince a pele e a gordura com o polegar e o indicador, cerca de 1 cm acima do ponto marcado, puxando a dobra para longe do músculo.
  4. Aplique o adipômetro no ponto, perpendicular à dobra, sem soltar os dedos.
  5. Leia em 1 a 2 segundos. Se esperar mais, a gordura é comprimida e o valor cai.
  6. Faça duas ou três medidas em rodízio (passe por todos os pontos e volte). Se duas medidas do mesmo ponto diferirem mais de 1 a 2 mm, meça de novo. Use a média das mais próximas.

Onde fica cada dobra

  • Tricipital: vertical, na parte de trás do braço, no ponto médio entre o acrômio (ponta do ombro) e o olécrano (ponta do cotovelo).
  • Bicipital: vertical, na frente do braço, na mesma altura da tricipital.
  • Subescapular: diagonal (cerca de 45°), 1 a 2 cm abaixo do ângulo inferior da escápula.
  • Peitoral: diagonal, entre a linha axilar anterior e o mamilo. Nos homens, na metade dessa distância; nas mulheres, a um terço, mais perto da axila.
  • Axilar média: na linha axilar média, na altura do processo xifoide (ponta do osso do peito).
  • Suprailíaca: diagonal, logo acima da crista ilíaca, na linha axilar anterior.
  • Abdominal: cerca de 2 cm à direita do umbigo. Há escolas que medem na vertical e outras na horizontal: escolha uma e não troque.
  • Coxa: vertical, na frente da coxa, no ponto médio entre a dobra da virilha e a borda de cima da patela. O aluno apoia o peso na outra perna.
  • Panturrilha medial: vertical, na parte de dentro da perna, na altura da maior circunferência da panturrilha.

Quais dobras cada protocolo usa

ProtocoloHomensMulheres
Pollock 3 dobraspeitoral, abdominal, coxatricipital, suprailíaca, coxa
Pollock 7 dobraspeitoral, axilar média, tricipital, subescapular, abdominal, suprailíaca, coxaas mesmas 7
Guedestricipital, suprailíaca, abdominalsubescapular, suprailíaca, coxa
Petroskisubescapular, tricipital, suprailíaca, panturrilha medialaxilar média, suprailíaca, coxa, panturrilha medial
Durnin-Womersleybicipital, tricipital, subescapular, suprailíacaas mesmas 4
Faulknertricipital, subescapular, suprailíaca, abdominalas mesmas 4

Cada equação foi feita com um grupo de pessoas (idade, sexo, nível de atividade). Fora dessa faixa ela continua dando um número, mas erra mais. Pollock serve bem para adultos em geral; Guedes e Petroski foram feitos com brasileiros; Faulkner veio de atletas. O guia como calcular o percentual de gordura compara os métodos.

Erros que mais mudam o resultado

  • Pinçar só a pele, ou pegar músculo junto.
  • Medir em cima de roupa, com a pele molhada de suor ou logo depois do treino.
  • Trocar de protocolo, de adipômetro ou de avaliador entre uma avaliação e outra.
  • Medir alunos com muita gordura em pontos em que a dobra não cabe no adipômetro. Nesses casos, prefira a fita métrica (US Navy) ou a bioimpedância.

Confira o cálculo

Com as dobras em mãos, use a calculadora de Pollock, a de Petroski, a de Guedes ou a de Durnin-Womersley. O mais importante é repetir o mesmo protocolo na reavaliação: a comparação vale mais que o número isolado.

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